A PALAVRA LITERATURA ------------------------------------------------------[•] A palavra «Literatura» deriva do latim “litteratura” que por sua vez se origina de “litera”, e significa o ensino das primeiras letras, ou seja, o ensino primário, da escrita e das letras. • Com o tempo a palavra ganhou melhor sentido e passou a significar «arte das belas letras» e, por fim, "arte literária". Até o século XVIII, preferiu-se o termo poesia, ao qual se atribuía sentido solene e elevado. Somente a partir do século XIX é que a palavra Literatura passou a ser empregada para definir uma atividade que, além de incluir os textos poéticos, abrangia todas as expressões escritas. • De acordo com o que expusemos, podemos concluir que: desde a sua origem a literatura esteve condicionada à letra escrita e depois impressa. • Isso nos esclarece, de imediato, acerca de um aspecto da proble-mática literária, no que diz respeito ao caráter Oral da Literatura. O CARÁTER ORAL DA LITERATURA [•] Na verdade, só podemos nos referir a literatura quando possuímos documentos escritos ou impressos, o que queremos dizer é que a chamada literatura oral não corresponde a nada. O que há, ri-gorosamente, é a transmissão oral da literatura «depois» que existe o texto escrito ou impresso. Antes disso, é tudo menos arte literária. “ Se não tivermos texto diante de nós, não podemos adiantar nenhuma idéia ou juízo de valor a seu respeito, pois a sua comunicação oral, antes da ou após a trans-crição no papel convida-nos mais a opiniões acerca do intérprete que do conteúdo da obra comunicada.” (Massaud Moisés, Guia Prático de Análise Literária) • Assim, não podem ser consideradas como tendo literatura as co-munidades destituídas de escrita ou não documentadas através da palavra escrita, suas lendas e mitos, por exemplo, os indígenas bra-sileiros. • Por mais generosa que seja a idéia duma literatura oral, popular, esta não passa de folclore, e só será literatura quando escrita. Esta é, inquestionavelmente, a primeira condição para que uma obra possua caráter literário. O CONCEITO DE LITERATURADefinição e Conceito • Não é de hoje que estudiosos vem procurando conceituar a Lite-ratura de um modo convincente e conclusivo. Porém por mais esforços que tenham sido feitos, o problema continua aberto, pelo simples fato de que neste particular, somente podemos falar em conceito, nunca em definição. •> Definição pertence ao campo da ciência. Definir é dar uma ex-plicação precisa, exata de algo. Assim, quando dizemos que água é H2O, estamos dando um definição, pois os termos do enunciado cor-respondem a essência da água e tão somente a ela. Alem disso, tal definição é aceita universalmente, pois se baseia no raciocínio, ou melhor, no emprego da razão. •> Conceito, por sua vez, é feito de acordo com as impressões mais ou menos subjetivas que cada um retira do objeto. Assim, quando conceituamos o amor, este conceito é feito levando em conta a forma como esse sentimento se manifestou em nós. Da mesma forma, quan-do dizemos que «belo é o que agrada», estamos tentando con-ceituar o Belo de uma forma que procura inutilmente ser universal. Basta uma analise superficial deste enunciado para que ele se revele incapaz da satisfazer a todos. Tudo o que agrada é belo? O que de-sagrada não pode ser belo? E quando um mesmo objeto agrada uma pessoa e desagrada outra? O feio para uns não pode ser belo para outros? Os Conceitos •>Não é fácil o trabalho de conceituar a Literatura. Por trás de todo conceito haverá sempre um posicionamento crítico. Seria, sobrema-neira, improdutivo se procurássemos historiar uma a uma as pro-postas de conceito de Literatura, todavia colocaremos algumas em relevo para que possam fazer suas avaliações: ► Um dos mais antigos textos sobre o conceito de Literatura é a Poética, de Aristóteles (foi quem inaugurou a longa série de es-tudos). Nesse texto clássico com sua idéia de mimese (até hoje lido, relido e discutido), o filósofo grego afirma que “arte é imitação (=mímesis em grego)”. E justifica: “o imitar é congênito no homem (e nisso difere dos outros viventes, pois de todos, é ele o mais imitador e, por imitação, apreende as primeiras lições), e os homens se comprazem no imitado”. O que ele quer nos dizer é que o imitar faz parte da natureza humana e os homens sentem prazer nisso; em síntese, arte como recriação. Aristóteles afirma também que: “Não é ofício do poeta narrar o que aconteceu, é sim, re-presentar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é possível segundo a verossimilhança e a necessidade. Com efeito, não diferem o historiador e o poeta, por es-creverem verso ou prosa ( pois bem que poderiam ser pos-tas em verso as obras de Heródoto, e nem por isso deixa-riam de ser história, se fossem em verso o que eram em prosa); diferem, sim, em que diz um as coisas que suce-deram, e outro as que poderiam suceder.” (Aristóteles. Poética.) •> A Poética, atravessou os séculos, mereceu comentários de vários tipos, foi combatida e rejeitada e, finalmente contrabalançada com a idéia segundo a qual o texto literário guarda intuitos lúdicos, ou seja, visa entreter o leitor, distraí-lo do cotidiano amargo e feroz.Percebe-se, no pensamento de Aristóteles, que o historiador (Heró-doto foi o primeiro) escreve sobre o que aconteceu, sobre fatos e pessoas reais, num tempo datado e num espaço localizado. Já o artista (Aristóteles usa o termo poeta como sinônimo de artista, do qual faz parte o poeta) recria a vida, mostrando-nos não como ela é, e sim co-mo poderia ser.“A Literatura obedece a leis inflexíveis: a da herança, a do meio, a do momento.” (Hypolite Taine, deter-minista, século XIX) “ A Literatura é arte e só pode ser encarada como arte. É a arte pela arte.”(Doutrina da «arte pela arte», fins do século XIX) “O poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais e a sua obra como um fim e não como um meio; como uma arma de combate.” (Jean-Paul Sartre, século XX)"A literatura é como 0 sorriso da sociedade. Quando ela é feliz, a sociedade, o espírito se lhe reflete nas artes e, na arte literária, com ficção e com poesias, as mais graciosas expressões da imaginação. Se há apreensão ou sofrimento, o espírito se concentra, grave, preocupado, e então, histórias, ensaios morais e científicos, sociológicos e políticos, são-lhe a preferência imposta pela utilidade imediata." ( Afrânio Peixoto, Panorama da Literatura Brasileira) “Literatura é a linguagem carregada de significado. Grande Literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível. A literatura não existe no vácuo. Os escritores como tais, têm uma função social definida, exatamente proporcional à sua competência como escritores. Essa é a sua principal utilidade.” (Ezra Pound, poeta, teórico e crítico de literatura norte-americano)► Afrânio Coutinho, em sua Notas de Teoria Literária, contribui com este magnífico conceito: “A literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada, através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realida-de. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, indepen-dente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças à ima-ginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferente dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social. O artista literário cria ou recria um mundo de verdades que não são mais medidas pelos mesmos padrões das ver-dades ocorridas. Os fatos que manipula não têm compa-ração com os da realidade concreta. São as verdades hu-manas gerais, que traduzem antes um sentimento de experiência, uma compreensão e um julgamento das coisas humanas, um sentido de vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida. A Literatura é, assim, vida, parte da vida, não se admitindo possa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e luga-res, porque são as verdades da mesma condição humana.” COUTINHO, Afrânio. Notas de teoria literária. 2. ed. “A obra literária não é pura receptividade imitativa ou reprodutiva, nem pura criatividade espontânea e livre, mas «expressão» de um sentido novo, escondido no mundo, e um processo de construção do objeto artístico, em que o artista colabora com a natureza, luta com ela ou contra ela, separa-se dela ou volta a ela, vence a resistência dela ou dobra-se as exigências dela. [...] O artista é um ser social que busca exprimir seu modo de estar no mundo na companhia de outros seres humanos, reflete sobre a sociedade, volta-se para ela, seja para criticá-la, seja para afirmá-la, seja para superá-la.” Marilena Chauí, Convite à Filosofia. •> Apesar das diferenças e por vezes antagonismos presentes nessa pequena amostragem, podemos retirar dela alguns fatos inegáveis: a) A Literatura é uma manifestação artística. b) A linguagem é o material da Literatura, isto é, o artista literário trabalha com a palavra. c) Em toda obra literária percebe-se uma ideologia, uma postura do artista diante da realidade e das aspirações humanas. ® ------------------------------------------------------------------------------------Se você encontrar erros (inclusive de português), por favor, me informe. Agradeço a leitura do texto e, antecipadamente, quaisquer comentários.
Ricardo Sérgio
Publicado no Recanto das Letras em 08/05/2006Código do texto: T152254
sábado, 5 de maio de 2007
A fidelidade em tradução poética
A Fidelidade em Tradução Poética
Acabo de ver mais uma das tantas traduções em língua portuguesa do poema Táctica y Estrategia do conterrâneo uruguaio Mário Benedetti.Confesso que ainda não li nenhuma integralmente correta.Refiro-me mais precisamente a um verso contido na quarta estrofe e que diz:"..Y que no nos vendamos simulacros..."Antes,porém,de tecer comentários acerca do tema,entendo como necessário dá-lo a conhecer àqueles que ainda não o tenham lido.Ei-lo:Mi táctica esmirarteaprender como sosquererte como sosmi táctica eshablartey escucharteconstruir con palabrasun puente indestructiblemi táctica esquedarme en tu recuerdono sé cómo ni sécon qué pretextopero quedarme en vosmi táctica esser francoy saber que sos francay que no nos vendamossimulacrospara que entre los dosno haya telónni abismosmi estrategia esen cambiomás profunda y mássimplemi estrategia esque un día cualquierano sé cómo ni sécon qué pretextopor fin me necesitesPois,dentre outras esdrúxulas traduções da expressão 'vendamos simulacros' ,que tive a oportunidade de ler,hoje encontrei esta: 'vendemos simulados' !Uma aberração!Pra começo de conversa, 'vendamos' é forma do verbo 'vendar'(colocar venda,tapar,cobrir os olhos) também utilizado em língua portuguesa e que ,no poema ,aparece conjugado na primeira pessoa do plural-tempo presente.O substantivo masculino-plural 'simulacros' ,a exemplo do Português,é sinônimo de 'simulações'(mentiras,enganos,falsificações),o que não se assemelha sequer de longe à tradução 'vendemos simulados'(ato de comercializar enganos...(?)).'Vendamos simulacros',portanto, refere-se ao ato de encobrir ou mascarar uma (ou diversas) realidade(s).Em minha modesta opinião,o verso em Português ficaria melhor,por fidedigno,transcrito desta forma:"E que não mascaramos a verdade"Assim,a meu pensar,se manteria a fidelidade lingüística e metafórica do verso em particular,bem como a integridade semântica do poema em questão.
Zully Oney Teijeiro Pontet
Publicado no Recanto das Letras em 06/07/2006Código do texto: T188427
Acabo de ver mais uma das tantas traduções em língua portuguesa do poema Táctica y Estrategia do conterrâneo uruguaio Mário Benedetti.Confesso que ainda não li nenhuma integralmente correta.Refiro-me mais precisamente a um verso contido na quarta estrofe e que diz:"..Y que no nos vendamos simulacros..."Antes,porém,de tecer comentários acerca do tema,entendo como necessário dá-lo a conhecer àqueles que ainda não o tenham lido.Ei-lo:Mi táctica esmirarteaprender como sosquererte como sosmi táctica eshablartey escucharteconstruir con palabrasun puente indestructiblemi táctica esquedarme en tu recuerdono sé cómo ni sécon qué pretextopero quedarme en vosmi táctica esser francoy saber que sos francay que no nos vendamossimulacrospara que entre los dosno haya telónni abismosmi estrategia esen cambiomás profunda y mássimplemi estrategia esque un día cualquierano sé cómo ni sécon qué pretextopor fin me necesitesPois,dentre outras esdrúxulas traduções da expressão 'vendamos simulacros' ,que tive a oportunidade de ler,hoje encontrei esta: 'vendemos simulados' !Uma aberração!Pra começo de conversa, 'vendamos' é forma do verbo 'vendar'(colocar venda,tapar,cobrir os olhos) também utilizado em língua portuguesa e que ,no poema ,aparece conjugado na primeira pessoa do plural-tempo presente.O substantivo masculino-plural 'simulacros' ,a exemplo do Português,é sinônimo de 'simulações'(mentiras,enganos,falsificações),o que não se assemelha sequer de longe à tradução 'vendemos simulados'(ato de comercializar enganos...(?)).'Vendamos simulacros',portanto, refere-se ao ato de encobrir ou mascarar uma (ou diversas) realidade(s).Em minha modesta opinião,o verso em Português ficaria melhor,por fidedigno,transcrito desta forma:"E que não mascaramos a verdade"Assim,a meu pensar,se manteria a fidelidade lingüística e metafórica do verso em particular,bem como a integridade semântica do poema em questão.
Zully Oney Teijeiro Pontet
Publicado no Recanto das Letras em 06/07/2006Código do texto: T188427
Crônica: Construindo meu mundo - Zezynho
CONSTRUINDO MEU MUNDO.
Olhando para o céu num lindo dia 02 de maio, concentrei-me e acabei deixando que os dedos do calmo sono tocassem meus olhos.Acordei em um lugar simples, cheio de cores, coelhos, doces e de muitas crianças. Um portal feito de papel me indicava onde eu estava. Acabava de chegar a um povoado chamado Infância.Ali fiquei alguns dias, tudo era muito bom mais faltava alguma coisa... Tinha tudo que eu queria mais me faltava uma pessoa... Com o tempo cansei-me da rotina daquele pequeno povoado, juntei minhas poucas tralhas e comecei a caminhar, encontrei então uma grande floresta com árvores de uma beleza nunca vista. Perdi-me na curiosidade e acabei caindo com a cabeça no chão, machuquei um pouco, mais nada que me impedisse de caminhar.Ao atravessar a escuridão das árvores, encontrei uma pequena cidade, não era bela. Tinha uma cor cinza, as casas eram todas amontoadas e feitas de barro, naquela cidade não havia placas e eu fiquei completamente perdido, a única coisa que encontrei foi uma taba fina onde estava escrito: Bem vindo á Adolescência.Na chegada eu fui muito bem recebido, festas me foram oferecidas e a liberdade soprava os meus cabelos. As coisas ali eram boas a não ser as regras e as confusões que eu fazia comigo mesmo.Naquela terra foi que eu provei do veneno da serpente, fui seduzido e acabei caindo na emboscada. Prostei-me no chão e senti a terra me tocar e acariciar a minha pele. A serpente olhava-me nos olhos e me fazia ter delírios e prazer ao mesmo tempo. Parece que a terra subia e descia, os meus lábios secavam-se e o meu corpo consumia-se.Adormeci e quando vi já estava a alguns quilômetros. Estava diante de um grande espaço limpo no meio da selva, sentei ali e fiquei pensando. Daí me surgiu uma idéia; levantar ali naquele espaço a minha própria cidade, do jeito que eu quisesse, com as minhas próprias mãos. Comecei a construção e antes de qualquer coisa fiz uma grande placa de ouro puro com os dizeres: Bem vindo a Juventude. Só entre aqueles que ainda não foram marcados pela mesmice e que estejam dispostos a VIVER. José Humberto R. Anjos
zezynho
Publicado no Recanto das Letras em 07/07/2006Código do texto: T189516
Olhando para o céu num lindo dia 02 de maio, concentrei-me e acabei deixando que os dedos do calmo sono tocassem meus olhos.Acordei em um lugar simples, cheio de cores, coelhos, doces e de muitas crianças. Um portal feito de papel me indicava onde eu estava. Acabava de chegar a um povoado chamado Infância.Ali fiquei alguns dias, tudo era muito bom mais faltava alguma coisa... Tinha tudo que eu queria mais me faltava uma pessoa... Com o tempo cansei-me da rotina daquele pequeno povoado, juntei minhas poucas tralhas e comecei a caminhar, encontrei então uma grande floresta com árvores de uma beleza nunca vista. Perdi-me na curiosidade e acabei caindo com a cabeça no chão, machuquei um pouco, mais nada que me impedisse de caminhar.Ao atravessar a escuridão das árvores, encontrei uma pequena cidade, não era bela. Tinha uma cor cinza, as casas eram todas amontoadas e feitas de barro, naquela cidade não havia placas e eu fiquei completamente perdido, a única coisa que encontrei foi uma taba fina onde estava escrito: Bem vindo á Adolescência.Na chegada eu fui muito bem recebido, festas me foram oferecidas e a liberdade soprava os meus cabelos. As coisas ali eram boas a não ser as regras e as confusões que eu fazia comigo mesmo.Naquela terra foi que eu provei do veneno da serpente, fui seduzido e acabei caindo na emboscada. Prostei-me no chão e senti a terra me tocar e acariciar a minha pele. A serpente olhava-me nos olhos e me fazia ter delírios e prazer ao mesmo tempo. Parece que a terra subia e descia, os meus lábios secavam-se e o meu corpo consumia-se.Adormeci e quando vi já estava a alguns quilômetros. Estava diante de um grande espaço limpo no meio da selva, sentei ali e fiquei pensando. Daí me surgiu uma idéia; levantar ali naquele espaço a minha própria cidade, do jeito que eu quisesse, com as minhas próprias mãos. Comecei a construção e antes de qualquer coisa fiz uma grande placa de ouro puro com os dizeres: Bem vindo a Juventude. Só entre aqueles que ainda não foram marcados pela mesmice e que estejam dispostos a VIVER. José Humberto R. Anjos
zezynho
Publicado no Recanto das Letras em 07/07/2006Código do texto: T189516
Análise literária do conto: O diário de Adão e Eva - Mark Twain - ( III )
Análise literária do Conto "O diário de Adão e Eva"de Mark Twain - parte3(final)
O esteriótipo,neste caso nada mais é do que a reprodução de características marcantes do homem ou da mulher tornando-os inerentes a esses indivíduos.Mark twain justifica o comportamento semelhante entre os seres do mesmo sexo quando Eva fala de suas filhas e diz:"sou a primeira mulher e estarei presente e viva na última mulher que existir". Em meio a uma guerra de esteriótipos,onde não há vencido nem vencedor e sim um equilibrio de comportamento,o autor arremata mostrando um Adão rendido ao que seriam mais características femininas,o companherismo e o encanto.Então Adão diz:"depois de tantos anos vejo que me enganei a respeito de Eva.Reconheço hoje que é melhor viver fora do parque com ela do que no parque sem a sua companhia.No começo achava que ela falava muito,mas agora ficaria triste se essa voz não soasse perto de mim,pois sem ela não teria aprendido o sentido da vida". A idade traz sabedoria ao homem e ele entende o quanto essas diferenças são necessárias para o equilíbrio entre seres da mesma raça,mesmo que tenham pensamentos e comportamentos por vezes tão distintos. Observações complementares Obs.01.causa-me estranheza o autor não ter abordado o esteriótipo da força,que denomina o homem sexo forte e a mulher sexo frágil,pois sabe-se que desde os primórdios a força foi característica fundamental para a sobrevivência humana,os mais fortes sobreviviam enquanto que os mais fracos expostos a uma natureza selvagem e em constante mudança,estavam fadados ao desaparecimento.(Teoria da seleção natural das espécies,Darwim).Mark Twain faz uma leve alusão ao esteriótipo do homem"chefe"que governa, quando Eva diz a Adão que fora do parque(paraíso)vão ter que trabalhar para sobreviverem,então ele pensa:vou governar,mas nada que se refira a força fisica,tão caracteristico ao sexo masculino. Obs.02.No que diz respeito ao esteriótipo da inteligência masculina ser superior a inteligência feminina,o autor desmistifica quando coloca Eva num papel mais atuante que Adão no sentido da descoberta,da observação,da crítica e da formulação de pensamento.Como foi citado anteriormente,a filosofia toma forma a partir das idéias de Eva,o que leva ao pensamento de uma escrita anti-machista por parte do autor,basta observar que o pejoratismo é maior com os esteriótipos masculinos(Adão não faz nada,não é sensível,etc). Obs.03.Há da minha parte uma concordância de que o esteriótipo é uma verdade,e o texto a demostra,porém apesar de heranças genéticas e culturais a que estão submetidos os seres humanos,muitas coisas mudaram e esteriótipos deveriam cair em desuso.A mulher se emancipou e está presente em todos os ramos de atividades e o homem como chefe de família e detentor do poder já não é uma verdade absoluta.É verdade que há semelhanças em seres da mesma espécie,mas não um modelo a ser seguido.
jocimar linhares
Publicado no Recanto das Letras em 13/07/2006Código do texto: T193210
O esteriótipo,neste caso nada mais é do que a reprodução de características marcantes do homem ou da mulher tornando-os inerentes a esses indivíduos.Mark twain justifica o comportamento semelhante entre os seres do mesmo sexo quando Eva fala de suas filhas e diz:"sou a primeira mulher e estarei presente e viva na última mulher que existir". Em meio a uma guerra de esteriótipos,onde não há vencido nem vencedor e sim um equilibrio de comportamento,o autor arremata mostrando um Adão rendido ao que seriam mais características femininas,o companherismo e o encanto.Então Adão diz:"depois de tantos anos vejo que me enganei a respeito de Eva.Reconheço hoje que é melhor viver fora do parque com ela do que no parque sem a sua companhia.No começo achava que ela falava muito,mas agora ficaria triste se essa voz não soasse perto de mim,pois sem ela não teria aprendido o sentido da vida". A idade traz sabedoria ao homem e ele entende o quanto essas diferenças são necessárias para o equilíbrio entre seres da mesma raça,mesmo que tenham pensamentos e comportamentos por vezes tão distintos. Observações complementares Obs.01.causa-me estranheza o autor não ter abordado o esteriótipo da força,que denomina o homem sexo forte e a mulher sexo frágil,pois sabe-se que desde os primórdios a força foi característica fundamental para a sobrevivência humana,os mais fortes sobreviviam enquanto que os mais fracos expostos a uma natureza selvagem e em constante mudança,estavam fadados ao desaparecimento.(Teoria da seleção natural das espécies,Darwim).Mark Twain faz uma leve alusão ao esteriótipo do homem"chefe"que governa, quando Eva diz a Adão que fora do parque(paraíso)vão ter que trabalhar para sobreviverem,então ele pensa:vou governar,mas nada que se refira a força fisica,tão caracteristico ao sexo masculino. Obs.02.No que diz respeito ao esteriótipo da inteligência masculina ser superior a inteligência feminina,o autor desmistifica quando coloca Eva num papel mais atuante que Adão no sentido da descoberta,da observação,da crítica e da formulação de pensamento.Como foi citado anteriormente,a filosofia toma forma a partir das idéias de Eva,o que leva ao pensamento de uma escrita anti-machista por parte do autor,basta observar que o pejoratismo é maior com os esteriótipos masculinos(Adão não faz nada,não é sensível,etc). Obs.03.Há da minha parte uma concordância de que o esteriótipo é uma verdade,e o texto a demostra,porém apesar de heranças genéticas e culturais a que estão submetidos os seres humanos,muitas coisas mudaram e esteriótipos deveriam cair em desuso.A mulher se emancipou e está presente em todos os ramos de atividades e o homem como chefe de família e detentor do poder já não é uma verdade absoluta.É verdade que há semelhanças em seres da mesma espécie,mas não um modelo a ser seguido.
jocimar linhares
Publicado no Recanto das Letras em 13/07/2006Código do texto: T193210
Análise literária do conto: O diário de Adão e Eva - Mark Twain - ( II )
Análise literária do Conto "O diário de Adão e Eva" de mark twain cont. parte2
"disse-lhe meu nome,esperando que o interessasse,ele não prestou atenção,é estranho...se me dissesse o seu nome eu prestaria atenção".O que demonstra que a mulher é melhor ouvinte do que o homem.A sensibilidade é caracteristica normalmente atribuída ás mulheres,no trecho"as flores não o preocupam e ele as chama "tolice",isso demostra a falta de sensibilidade do homem,que tem a praticidade acentuada quando Eva diz"preocupar-se-á com alguma coisa que não seja construir abrigos com troncos das árvores para se preservar da boa chuva clara,ou abrir os melões a pedradas,ou comer uvas ou apalpar os frutos para saber se amadureceram",novamente o esteriótipo do homem que prioriza a alimentação e o descanso. Quando da descoberta do fogo por Eva,ela pensa em não contar para Adão,por não encontrar aplicação prática para o fogo e só sua beleza não teria importância para ele,o que reforça a questão da praticidade.Quando Adão pergunta o que era tudo aquilo(o fogo),Eva esperava que ele fosse menos direto e objetivo o que dá ênfase na objetividade masculina e na prolixidade feminina,porém uma característica comum nos dois é evidenciada quando eva diz:"no íntimo entristece-me o pensar que desde que tenha descoberto tudo,nada mais me interessará...",o homem em todos os aspectos da sua vida é atraído pelo novo,pelo desconhecido e quando isso se faz comum normalmente perde a importância. Sabendo-se que os primeiros filósofos foram homens,um ponto interessante,é que o autor remete o início da filosofia à mulher,no texto os provérbios nascem da observação de Eva,assim como,as dúvidas,os porquês,a própria teoria gravitacional é observada no experimento da pena com o torrão de barro e até mesmo o aparecimento do que os cientistas hoje chamam de "supernovas",o processo pelo qual as estrelas tendo sua pressão e temperatura elevadas a níveis máximos explodem e morrem,(superinteresante, abril 2001)ou mesmo os preceitos da astronomia quando Eva diz que vai se manter desperta a fim de guardar lembranças desse campo de estrelas de maneira que depois de seu desaparecimento possa substituí-las em seu devido lugar,isso tudo pode remeter as prendas domésticas,as quais as mulheres são associadas,o trabalho de arrumar,organizar e manter em ordem,normalmente é da mulher.O homem muitas vezes abomina esses trabalhos. Também no texto não passa despercebido o instinto materno que é tão caracteristico das mulheres,por exemplo,quando para Adão era necessário se livrar da criatura encontrada por Eva e ela se mostrava um forte obstáculo às sua tentativas e assim demonstrando a aproximação infinitamente maior da mãe com o filho do que do pai com o filho. Com relação a pespicácia,o sentimento e as observações,tudo isso era absorvido primeiro por Eva,demonstrando que a maturidade,como realmente se acredita,chega primeiro para as mulheres.
jocimar linhares
Publicado no Recanto das Letras em 13/07/2006Código do texto: T193171
"disse-lhe meu nome,esperando que o interessasse,ele não prestou atenção,é estranho...se me dissesse o seu nome eu prestaria atenção".O que demonstra que a mulher é melhor ouvinte do que o homem.A sensibilidade é caracteristica normalmente atribuída ás mulheres,no trecho"as flores não o preocupam e ele as chama "tolice",isso demostra a falta de sensibilidade do homem,que tem a praticidade acentuada quando Eva diz"preocupar-se-á com alguma coisa que não seja construir abrigos com troncos das árvores para se preservar da boa chuva clara,ou abrir os melões a pedradas,ou comer uvas ou apalpar os frutos para saber se amadureceram",novamente o esteriótipo do homem que prioriza a alimentação e o descanso. Quando da descoberta do fogo por Eva,ela pensa em não contar para Adão,por não encontrar aplicação prática para o fogo e só sua beleza não teria importância para ele,o que reforça a questão da praticidade.Quando Adão pergunta o que era tudo aquilo(o fogo),Eva esperava que ele fosse menos direto e objetivo o que dá ênfase na objetividade masculina e na prolixidade feminina,porém uma característica comum nos dois é evidenciada quando eva diz:"no íntimo entristece-me o pensar que desde que tenha descoberto tudo,nada mais me interessará...",o homem em todos os aspectos da sua vida é atraído pelo novo,pelo desconhecido e quando isso se faz comum normalmente perde a importância. Sabendo-se que os primeiros filósofos foram homens,um ponto interessante,é que o autor remete o início da filosofia à mulher,no texto os provérbios nascem da observação de Eva,assim como,as dúvidas,os porquês,a própria teoria gravitacional é observada no experimento da pena com o torrão de barro e até mesmo o aparecimento do que os cientistas hoje chamam de "supernovas",o processo pelo qual as estrelas tendo sua pressão e temperatura elevadas a níveis máximos explodem e morrem,(superinteresante, abril 2001)ou mesmo os preceitos da astronomia quando Eva diz que vai se manter desperta a fim de guardar lembranças desse campo de estrelas de maneira que depois de seu desaparecimento possa substituí-las em seu devido lugar,isso tudo pode remeter as prendas domésticas,as quais as mulheres são associadas,o trabalho de arrumar,organizar e manter em ordem,normalmente é da mulher.O homem muitas vezes abomina esses trabalhos. Também no texto não passa despercebido o instinto materno que é tão caracteristico das mulheres,por exemplo,quando para Adão era necessário se livrar da criatura encontrada por Eva e ela se mostrava um forte obstáculo às sua tentativas e assim demonstrando a aproximação infinitamente maior da mãe com o filho do que do pai com o filho. Com relação a pespicácia,o sentimento e as observações,tudo isso era absorvido primeiro por Eva,demonstrando que a maturidade,como realmente se acredita,chega primeiro para as mulheres.
jocimar linhares
Publicado no Recanto das Letras em 13/07/2006Código do texto: T193171
Análise literário do conto: O diário de Adão e Eva - Mark Twain - ( I )
Análise literária do conto"O diário de Adão e Eva" de Mark Twain - parte 1
Tema: Esteriótipo No conto"O diário de Adão e Eva",Mark Twain traz a tona a origem da imagem estereótipada do homem e da mulher,demonstrando o quão antigo é o assunto,tendo em vista serem os personagens os primeiros da nossa espécie.No trecho em que Eva diz "uma intuição me adverte de que esses pormenores algum dia terão sua importância" essa observação remete a idéia de que a mulher se detém em detalhes e isso é refoçado quando Eva questiona a falta de simetria das montanhas,das planícies e das estrelas,dizendo que estão dispostas de maneira quase perfeita. A possessividade e a vaidade são mostradas quando ela confessa que se achasse uma lua no escuro inventaria desculpas para sonegá-la,e nas tentativas que fez para obter uma estrela,com a qual enfeitaria o cabelo,cansada se abriga entre os tigres e sugere que suas peles dariam lindos vestidos.Cultiva-se a idéia há muito tempo de que as mulheres são detalhistas,possessivas e vaidosas entre outras caracteristícas O esteriótipo masculino aparece quando Eva observa Adão e diz"indago de mim,para que serve ele? Não faz nada" é comum,principalmente em atividades domésticas,dizer-se que os homens não querem fazer nada,o que os caracterizam como preguiçosos. Quando Eva se refere aos peixinhos que Adão agarrava no riacho,para Adão seria o instinto de sobrevivência,ou seja,queria se alimentar dos peixes,o que o faria cair no esteriótipo de que o homem é um come e dorme.A característica mais marcante em uma mulher, Eva revela no trecho em que diz"eu gosto de falar:"falo durante todo dia,acordada ou dormindo,sou muito interessante,mas se tivesse alguém com quem falar sê-lo-ia ainda mais e não me interromperia"não é raro se ouvir dizer que as mulheres falam demais e a questão do homem não saber ouvir é suscitada quando Eva relata o seu primeiro desgosto e conta:Aguarde parte 2
jocimar linhares
Publicado no Recanto das Letras em 13/07/2006Código do texto: T193078
Tema: Esteriótipo No conto"O diário de Adão e Eva",Mark Twain traz a tona a origem da imagem estereótipada do homem e da mulher,demonstrando o quão antigo é o assunto,tendo em vista serem os personagens os primeiros da nossa espécie.No trecho em que Eva diz "uma intuição me adverte de que esses pormenores algum dia terão sua importância" essa observação remete a idéia de que a mulher se detém em detalhes e isso é refoçado quando Eva questiona a falta de simetria das montanhas,das planícies e das estrelas,dizendo que estão dispostas de maneira quase perfeita. A possessividade e a vaidade são mostradas quando ela confessa que se achasse uma lua no escuro inventaria desculpas para sonegá-la,e nas tentativas que fez para obter uma estrela,com a qual enfeitaria o cabelo,cansada se abriga entre os tigres e sugere que suas peles dariam lindos vestidos.Cultiva-se a idéia há muito tempo de que as mulheres são detalhistas,possessivas e vaidosas entre outras caracteristícas O esteriótipo masculino aparece quando Eva observa Adão e diz"indago de mim,para que serve ele? Não faz nada" é comum,principalmente em atividades domésticas,dizer-se que os homens não querem fazer nada,o que os caracterizam como preguiçosos. Quando Eva se refere aos peixinhos que Adão agarrava no riacho,para Adão seria o instinto de sobrevivência,ou seja,queria se alimentar dos peixes,o que o faria cair no esteriótipo de que o homem é um come e dorme.A característica mais marcante em uma mulher, Eva revela no trecho em que diz"eu gosto de falar:"falo durante todo dia,acordada ou dormindo,sou muito interessante,mas se tivesse alguém com quem falar sê-lo-ia ainda mais e não me interromperia"não é raro se ouvir dizer que as mulheres falam demais e a questão do homem não saber ouvir é suscitada quando Eva relata o seu primeiro desgosto e conta:Aguarde parte 2
jocimar linhares
Publicado no Recanto das Letras em 13/07/2006Código do texto: T193078
Pleonasmo vicioso (redundância)
Caro Leitor ou Leitora, Constatamos, ultimamente, a cópia de textos de autores deste site para serem postados em outros lugares com falsa autoria. Portanto, caso queira uma cópia deste, solicite-me e terei o prazer de atendê-lo ou atendê-la. Ou então, copie a página inteira clicando em Arquivo (no seu navegador) e selecione Salvar Como; escolha no menu aberto, o local, geralmente, Meus Documentos e clique Salvar. PLEONASMO VICIOSO OU REDUNDÂNCIA ------------------------------------------------------ (•) É a repetição de termos supérfluos, desnecessários, ou inúteis na frase. À exceção do pleonasmo estilístico, e assim mesmo só em casos especiais, evite os que comprometam o texto. A seguir, passo-lhes uma lista de pleonasmos viciosos (ou redundâncias) que devem ser evitados: • Acabamento final (acabamento só pode ser final). • Agora já (agora e já são sinônimos). • Almirante da Marinha (só existe essa patente na Marinha). • Amigo pessoal (amigo só pode ser pessoal). • Antecipar para antes (sem comentário). • Bonita caligrafia (caligrafia já significa boa letra). • Brigadeiro da Aeronáutica (Brigadeiro só na Aeronáutica). • Canja de galinha (existe canja de peixe?). • Conclusão final (sem comentário). • Consenso geral (consenso significa uniformidade de pensamentos, opiniões, etc.). • Conviver junto – você conseguiria conviver separado(a)? • Criar novos empregos (você criaria algo velho?) • Decapitar a cabeça (sem comentário). • Demente mental (sem comentário) • Descer para baixo (Se está descendo, logo, é para baixo). • Efusivos parabéns (sem comentário). • Elo de ligação (elo só pode ser de ligação). • Encarar de frente (você conhece alguém que encara de costas ou de lado?). • Entrar para dentro [ ou Entrar dentro] (Se está entrando, logo, é para dentro). • Estrelas do céu (onde mais poderia haver estrelas?). • Exultar de alegria (você consegue exultar de tristeza?). • Fraternidade humana (sem comentário). • Ganhar grátis [ou de graça] (o que se ganha é de graça). • General do Exército (General só existe no exército). • Goteira no teto (no chão seria impossível). • Há muitos anos atrás (sem comentário). • Habitat natural (todo habitat é natural; consulte um dicionário). • Hemorragia de sangue (hemorragia já é derramamento de sangue). • Hepatite do fígado (que tal uma hepatite dos olhos?). • Inaugurar novo recinto (sem comentário). • Introduzir dentro (sem comentário). • Labaredas de fogo (há labaredas de água?). • Manter o mesmo (sem comentário). • Metades iguais (sem comentário). • Novidade inédita (sem comentário). • Países do mundo (e de onde mais podem ser os países?). • Panorama geral (sem comentário). • Pequenos detalhes (existem grandes detalhes?). • Planos ou projetos para o futuro (ninguém faz planos para o passado). • Prefeitura Municipal (no Brasil, só existe prefeitura nos municípios). • Protagonista principal (sem comentário). • Repetir de novo (sem comentário). • Sair para fora [ou Sair fora] (Se esta saindo, logo, é para fora). • Sentidos pêsames (sem comentário). • Sorriso nos lábios (você conseguiria um sorriso, por exemplo, na testa?). • Sua própria autobiografia (autobiografia só pode ser sua). • Subir para cima (se está subindo, logo, é para cima). • Surpresa inesperada (sem comentário). • Todos são unânimes (sem comentário) • Vereadores da Câmara Municipal (vereadores só existem nos municípios). • Viúva do falecido (não pode haver viúva se não houver um falecido). A REDUNDÂNCIA OU PLEONASMO DE IDÉIA (•) São os pleonasmos encobertos, não apresentam tanta gravidade como os acima citados, mas devem ser igualmente, evitados: => Prefeitura restaura velho casarão. => Também será recuperado o velho parque Tiradentes. ► A palavra [velho] nas duas frases é desnecessária, supérflua. Não se recupera ou se restaura algo novo. => Navratilova volta ao tênis. ► Ela voltaria a que esporte senão ao tênis. Opção: Navratilova volta a jogar ( ou à atividade). ®_________________________________________________• Agradeço a leitura do texto e, antecipadamente, qualquer comentário. • Se você encontrar erros (inclusive de português), por favor, me informe.
Ricardo Sérgio
Publicado no Recanto das Letras em 14/08/2006Código do texto: T216024
Ricardo Sérgio
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